Regime simplificado ou contabilidade organizada?

Regime simplificado ou contabilidade organizada?

Contabilidade

Conheça as características, vantagens e desvantagens de cada regime de Contabilidade, para os rendimentos da categoria B e pelos quais os contribuintes devem optar.

Antes de começar a exercer atividade, os trabalhadores independentes devem decidir qual o regime fiscal que mais lhes convém. Situações diferentes devem ser tratadas de forma diferente e a lei fiscal tem várias opções, desde o ato único, ao regime simplificado, passando pela contabilidade organizada.

Regime simplificado ou contabilidade organizada?

É trabalhador independente e não sabe qual o regime de tributação mais vantajoso para si? A escolha do regime de tributação fiscal vai determinar as obrigações que você terá que cumprir desde o arranque da sua atividade.

Por defeito, as pessoas singulares que declaram início de atividade são registadas no regime simplificado de tributação, mas podem optar pela contabilidade organizada. Quando pode interessar-lhe optar pelo regime de contabilidade organizada?

– Se as suas despesas com a atividade ultrapassarem o valor remanescente do coeficiente automaticamente calculado no Regime Simplificado (dado que este não permite deduzir despesas);

– Se o volume de faturação for elevado o suficiente para ser tributado mensalmente pelo valor líquido (diferença entre vendas e gastos);

1 – Ato único

Esta opção é indicada para quem não está coletado mas quer prestar um serviço. No entanto, só pode aderir ao ato isolado se oserviço prestado não tiver um carácter previsível e continuado. Só é obrigatório fazer retenção na fonte – de 11,5% – se o montante recebido ultrapassar os 10 mil euros. Uma das diferenças face à prestação de serviços é que o ato isolado implica sempre a cobrança de IVA, pelo que deve comunicá-lo à entidade a quem presta o serviço. à abertura de atividade. Basta passar um recibo eletrónico, no Portal das Finanças.

2 – Regime simplificado

Este regime é indicado para os trabalhadores por conta própria com rendimentos abaixo dos 150 mil euros, embora estes contribuintes possam optar por ter contabilidade organizada, se o pretenderem. Mas caso não o façam ficam enquadrados pelo regime simplificado durante três anos, prazo prorrogável por iguais períodos de tempo. Neste regime não estão previstas deduções: o Fisco considera que 30% do total de rendimentos são despesas, sendo os restantes 70%, rendimentos líquidos.

3 – Contabilidade organizada

A principal vantagem é que os custos e despesas com a atividade são dedutíveis, apurados de acordo com as regras do IRC. No entanto há limites às deduções. As despesas de deslocações, viagens e estadas dos contribuintes e membros do agregado que lhe prestem serviço na parte que exceder 10% dos proveitos contabilizados. Mas a contabilidade organizada implica também mais obrigações declarativas. A declaração de rendimentos tem de ser assinadas por um técnico oficial de contas e o contribuinte terá de ter um dossier com o documento fiscal de cada ano até 15 de Julho. Este documento terá de ser guardado durante dez anos. Mas quando é que o regime de contabilidade organizada é mais vantajoso do que o regime simplificado.

4 – Pagamentos por conta

Os pagamentos por conta são um adiantamento de imposto que o Estado cobra tendo em conta os rendimentos dos anos anteriores. No entanto, no ano seguinte, são feitos os acertos e se o contribuinte pagou a mais, o dinheiro é-lhe devolvido.

5 – Retenções na fonte

Nem todos os contribuintes são obrigados a fazer retenções na fonte. Só têm de o fazer se ganharam mais de dez mil euros no ano anterior em rendimentos da categoria B ou se previrem que os rendimentos ultrapassem em 2012 aquele valor. Se exceder este limite, o contribuinte tem de alterar o preenchimento do recibo verde eletrónico e passar a indicar a retenção na fonte.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.